Tenho tanto por dizer mas nada me sai. Desde quando é que ok tornou-se sinónimo de estar bem?
O peso da memória revela-se em flashes, mostram-me mais do que aquilo que pensava saber. Sacodem-me o cérebro, provocam-me as emoções, fazem-me questionar o que estou a fazer, para onde fui eu? Onde é que está a minha cabeça?
Porquê que faço isto a mim mesma, porquê que sou a minha maior inimiga? Eu devia olhar por mim, então porquê que me direciono sempre para o falhanço, porquê que mino o meu caminho e chamo essas minas de amor e felicidade?
Não posso culpar ninguém a não ser eu própria. Como podemos esperar outra paisagem se nós é que não mudamos de caminho?
Eu estico-me e estico-me até ao ponto de quebra. Anseio por algo que sei que não está lá, talvez nunca teve. E quebro-me milhões de vezes, e deixo-me ser quebrada. Até o dia em que pagarei em mim e nos meus milhões e colar-me-ei à minha maneira.
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